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	<title>PROUTugal</title>
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	<description>Um Novo Mundo é Possível</description>
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		<title>Exploração e o Despertar da Mulher</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Mar 2013 02:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Miguel Dantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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		<description><![CDATA[(&#8230;) Sarkar escreve: &#8220;A História é a expressão da psicologia humana colectiva. Os homens atualmente estão a começar a perceber que as mulheres não podem serem tratadas como mercadorias. Esses dias já terminaram. As mulheres já não toleram passivamente injustiças, torturas, insultos e ódio por parte de machões exploradores. Os movimentos de libertação das mulheres no Ocidente [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>(&#8230;) Sarkar escreve: &#8220;A História é a expressão da psicologia humana colectiva. Os homens atualmente estão a começar a perceber que as mulheres não podem serem tratadas como mercadorias. Esses dias já terminaram. As mulheres já não toleram passivamente injustiças, torturas, insultos e ódio por parte de machões exploradores. Os movimentos de libertação das mulheres no Ocidente e no Oriente originaram-se a partir dessa mudança na psicologia colectiva&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Que as mulheres sejam a vanguarda de uma nova revolução que a humanidade precisa realizar para alcançar um glorioso amanhã.&#8221; P. R. Sarkar</p></blockquote>
<p>Prout preconiza que devemos abolir dogmas e libertar as mulheres da exploração psíquica patriarcal e da discriminação pelos seguintes meios:</p>
<p>1) <b>Educação de Qualidade Disponível para Todos </b>- A falta de educação adequada conduz a uma visão dogmática, e é a razão pela qual a mulher aceita ou participa da sua própria exploração. Toda criança deve aprender a valorizar a diversidade e ver que as diferenças de sexo, raça e cultura entre as pessoas elevam a nossa família humana, como flores diferentes e coloridas crescem juntas, formando um belo jardim.</p>
<p><a href="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2013/03/diadamulher_f_003.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1026" alt="diadamulher_f_003" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2013/03/diadamulher_f_003.jpg" /></a>2) <b>Ausência de Discriminação Social ou Religiosa </b>— Sarkar insiste na igualdade entre os homens e as mulheres no nível espiritual. Entre os líderes religiosos do Brasil, os homens são a maioria; porém, entre os frequentadores de igrejas, as mulheres é que são a maioria, a quem os líderes chamam de &#8220;sustentáculos da fé&#8221;. Entretanto, nas religiões afro-brasileiras, as mulheres têm uma função mais elevada, como líderes espirituais.</p>
<p>3) <b>Independência Económica para as Mulheres </b>- Para a libertação social das mulheres, elas devem ser economicamente independentes dos homens. Prout encoraja as indústrias caseiras para as mulheres que preferirem trabalhos no lar, como o artesanato, a costura, a informática, as consultorias, a horticultura e as refeições caseiras.</p>
<p>4) <b>Justiça Social </b>- A justiça é necessária para uma sociedade saudável. A sociedade deve proteger as mulheres de abusos físicos e psíquicos.</p>
<p>Homens e mulheres podem oferecer as suas próprias contribuições nos campos físico, intelectual e emocional. Sarkar encorajou uma abordagem de &#8220;cooperação coordenada&#8221;, que daria um significado e um propósito às visões femininas e masculinas, para produzir uma verdadeira sociedade humana universal, baseada na igualdade social e no bem-estar colectivo. (&#8230;)</p>
<p>Extracto do livro &#8220;Após o Capitalismo&#8221; de Dada Maheshvarananda</p>
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		<title>Conferência sobre Democracia Económica nos EUA</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Dec 2012 22:17:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(PROUT Globe) &#8211; Mais de 200 pessoas participaram na conferência sobre Democracia Económica em Madison, WI, EUA, de 11 a 14 de 0utubro de 2012. Entre os oradores principais mais conhecidos estavam: o correspondente de “The Nation”, John Nichols, Gar Alperovitz em cooperativas, Ellen Brown em sistema público bancário, David Cobb do “Move to Amend”, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>(PROUT Globe) &#8211; Mais de 200 pessoas participaram na conferência sobre Democracia Económica em Madison, WI, EUA, de 11 a 14 de 0utubro de 2012. Entre os oradores principais mais conhecidos estavam: o correspondente de “<em>The Nation</em>”, John Nichols, Gar Alperovitz em cooperativas, Ellen Brown em sistema público bancário, David Cobb do “<em>Move to Amend</em>”, e David Schweikart, autor de “<em>Após o Capitalismo</em>”. No seu discurso de abertura, Beth Wortzel, a presidente da conferência, disse: &#8220;Eu realmente acredito que o tempo está próximo, no qual, juntando as nossas intenções, os nossos talentos e ideias, as nossas estratégias prácticas e recursos, podemos criar uma força poderosa para libertar-nos do controle do império corporativo capitalista que está morrendo. Obrigado por estarem aqui e por fazerem parte dessa força de mudança. &#8220;Leia o discurso completo no site da conferência: <a href="www.economicdemocracyconference.org" target="_blank">www.economicdemocracyconference.org</a>.</p>
<p><a href="http://www.proutugal.org/2012/12/conferencia-sobre-democracia-economica-nos-eua/380735_198606573602139_348036646_n/" rel="attachment wp-att-925"><img class="alignleft size-full wp-image-925" alt="380735_198606573602139_348036646_n" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/12/380735_198606573602139_348036646_n.jpg" width="342" height="269" /></a>Na sua inspiradora palestra de abertura, Nada Khader disse: &#8220;Prabhat Ranjan Sarkar, o fundador da Teoria da Utilização Progressiva (Prout), disse que é preciso elevar o <em>status</em> da agricultura, que a agricultura e o trabalho agrícola devem ter o mesmo <em>status</em> que a indústria. Pensem sobre a indústria automóvel e de como, ao longo do tempo, os trabalhadores dessa indústria foram acumulando pacotes de remuneração decentes, protecções e benefícios. Imaginem como o nosso sistema alimentar seria transformado se aplicássemos os mesmos padrões para o trabalho agrícola. Precisamos de políticas federais e estaduais para promover o bem-estar dos agricultores familiares e cooperativas agrícolas que irão reforçar a segurança alimentar para todos &#8220;. Leia o discurso completo no site.</p>
<p>Ocorreram um total de 38 oficinas, em assuntos que vão desde cooperativas a organizações populares, dos direitos indígenas às hortas comunitárias. Foram facilitados sete <em>workshops</em> de Prout: &#8220;<em>Prout: A Holistic Approach for Social and Economic Empowerment</em>&#8221; por Nada Khader, Mirra Price, Johnson Ame e Mallik Tapan, &#8220;<em>Changing what we Measure from Wealth to Well-being</em>&#8220;, de Tom Barefoot, &#8220;<em>SEED: Solidarity Economy and Ecological Design</em>&#8220;, de Jason Schreiner, &#8220;<em>The Ethical Need for Revolutionary Change</em>&#8220;, de Bill Ayers e Dada Maheshvarananda, &#8220;<em>A Comprehensive Framework for Universal Economic Empowerment</em>&#8221; de Ron Logan, &#8220;<em>Close Your Eyes and Open Your Mind</em>&#8221; por Dada Nabhaniilananda, e &#8220;<em>Health Care for All</em>&#8221; pelo Dr. Steven Landau, que escreveu e distribuiu um excelente &#8220;Prout Medical Manifesto&#8221; disponível no site.</p>
<p>Dada Maheshvarananda disse: &#8220;Há três formas principais com as quais, você pode responder à injustiça e exploração. A primeira é o <strong>silêncio</strong>! Não vou falar quando vejo racismo, sexismo, injustiça, ou exploração, seja porque estou com medo, ou porque tenho medo de perder os meus benefícios pessoais. A segunda resposta possível é a <strong>reforma</strong> &#8211; eu quero mudar as coisas de forma gradual. O problema com esta, é que, todos no planeta que você quiser ajudar provavelmente estarão mortos no momento em que, finalmente, se obtiverem as reformas. As pessoas, também, adoptam esta estratégia por medo de perderem os seus privilégios. Uma terceira forma possível de ver o mundo, é como a de um <strong>revolucionário</strong>, para corajosamente acabar com a exploração e salvar vidas o mais rápido possível. Essa é a minha posição, bem como é, a de Sarkar, e acho que se encaixa um grande número de pessoas nesta sala. &#8216;A arma mais poderosa da terra é a alma humana em chamas&#8217;.&#8221; Leia a transcrição completa no site.</p>
<p>O programa cultural na noite de sábado foi soberbo, com sete actos, em que cada teve a duração de 15 minutos, com um timing perfeito. <a href="http://www.proutugal.org/2012/12/conferencia-sobre-democracia-economica-nos-eua/462800_172143402915123_952896442_o/" rel="attachment wp-att-928"><img class="alignright  wp-image-928" alt="462800_172143402915123_952896442_o" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/12/462800_172143402915123_952896442_o.jpg" width="301" height="519" /></a>Dada Vedaprajinananda, excelente Mestre de Cerimónias, abriu com piadas e as suas próprias canções sobre justiça social e &#8220;Trickle Down Economics&#8221;.</p>
<p>Depois de um belo vídeo de dança de círculo indígena, Art Shegonee no seu traje completo de dança nativa, desceu o corredor falando ao telemóvel! Ele estava a tentar tranquilizar Big Bird de “<em>Sesame Street</em>”, um símbolo do “<em>Public Broadcasting System</em>” (PBS), dois dias depois do candidato presidencial dos EUA, Mitt Romney prometer cortar todos os fundos para a única fonte de informação nacional, não-comercial, dos média nos Estados Unidos. De seguida, ele foi desde uma espectacular dança tribal até canções de rock moderno sobre a dança das quatro direcções.</p>
<p>Quatorze avós em “<em>The Grannies Raging</em>” cantaram canções políticas radicais engraçadas. A hilariante “<em>Forward! Marching Band</em>”, colocou todos nos seus pés a dançar. Karen Libman foi uma incrível contador de histórias, que falou sobre &#8220;<em>Naked Truth</em>&#8220;. O Mestre de Cerimónias e o primeiro acto foi Dada Vedaprajinananda que cantou sobre “<em>Trickle Down Economics</em>”, e o final foi Dada Nabhaniilananda que deu a estréia mundial da sua nova composição, &#8220;<em>A Revolução do Amor</em>&#8220;.</p>
<p>Domingo foi a “<em>Action Summit</em>” com 70 participantes entusiasmados a tentar criar e implementação de um plano mestre coeso para a Democracia Económica. Cinco cineastas profissionais vieram de todo o país, incluindo Ed Glassman de Denver, para filmar todas as palestras, bem como alguns dos workshops. Eles gravaram 2 terabytes de filme e fizeram várias entrevistas, que já estão a editar, para mais tarde colocarem na internet.</p>
<p>A conferência foi organizada por Proutistas de todo o país (EUA). Acreditando que a demanda pela democracia económica, que capacita pessoas e comunidades economicamente, tem o potencial de unir as pessoas em torno de uma causa comum, que substitua a tirania do poder corporativo, o objetivo era &#8220;unir os moralistas&#8221;.</p>
<p>Site da conferência: <a href="www.economicdemocracyconference.org" target="_blank">www.economicdemocracyconference.org</a>, com todos os 12 pontos de discussão, escritos por Proutistas para transmitir as ideias principais da conferência.</p>
<p>A comissão organizadora de congresso transformou-se e abriu os braços para os indivíduos e organizações, tornando-se a Aliança para a Democracia Económica, que agora está planeando conferências em outras cidades.</p>
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		<title>Romper com os grandes bancos, pela economia global</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2012 16:18:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[(PROUT Globe, 26 de Setembro de 2012) &#8211; O Fundo Monetário Internacional alertou que a reforma dos bancos estagnou, e que os reguladores financeiros precisam de considerar romper com os grandes bancos para tornar a economia global mais segura. &#8220;Os bancos são tão arriscados quanto o eram antes da crise financeira e estão a planear [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-834" title="break-up-big-banks-PROUT-Globe" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/11/break-up-big-banks-PROUT-Globe.jpg" alt="" width="229" height="172" />(PROUT Globe, 26 de Setembro de 2012) &#8211; O Fundo Monetário Internacional alertou que a reforma dos bancos estagnou, e que os reguladores financeiros precisam de considerar romper com os grandes bancos para tornar a economia global mais segura.</p>
<p>&#8220;Os bancos são tão arriscados quanto o eram antes da crise financeira e estão a planear novas maneiras de jogar as regras&#8221;, afirma o FMI no seu Relatório de Estabilidade Financeira Global.</p>
<p>&#8220;Os credores já começaram a desenvolver produtos inovadores (&#8230;) para contornar alguns regulamentos e começaram também a mudar os negócios para bancos sombra, onde os novos padrões bancários não se aplicam&#8221;, adverte o relatório do FMI.</p>
<p>De acordo com PROUT, as reformas dos bancos não serão capazes de apresentar quaisquer alterações significativas sob o capitalismo global. Em vez de tentar romper a presente, gigantesca e exploradora estrutura bancária, um novo sistema bancário terá de ser implementado a partir das bases.</p>
<p>Sob PROUT, os bancos serão geridos lado a lado com empreendimentos locais e não será permitido acumularem lucros e investirem por conta própria. À excepção do Banco Central, os bancos funcionarão, apenas, em função dos interesses da população local.</p>
<p>Em geral, as indústrias cooperativas &#8211; produção, consumo, serviços, habitação, etc &#8211; irão estabelecer os seus próprios bancos, a fim de financiarem as necessidades da cooperativa e dos seus membros.</p>
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		<title>O que faz com que as cooperativas sejam bem sucedidas?</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2012 16:03:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[R.M. Baseman, investigador associado e conselheiro do Instituto de Investigação PROUT da Venezuela (PRI-VEN) realizou uma pesquisa passiva na internet para encontrar um consenso mundial sobre a questão do sucesso das cooperativas. Primeiro, Baseman encontrou uma fonte de artigos e publicações em que os autores expressaram opiniões e conclusões sobre o sucesso e o fracasso [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-828" title="IYC-CubeOnly" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/11/IYC-CubeOnly.png" alt="" width="218" height="198" />R.M. Baseman, investigador associado e conselheiro do Instituto de Investigação PROUT da Venezuela (PRI-VEN) realizou uma pesquisa passiva na internet para encontrar um consenso mundial sobre a questão do sucesso das cooperativas. Primeiro, Baseman encontrou uma fonte de artigos e publicações em que os autores expressaram opiniões e conclusões sobre o sucesso e o fracasso de cooperativas. As fontes reflectem a experiência de todos os continentes e de mais de 10 países, incluindo os da Organização Internacional do Trabalho, a Aliança Cooperativa Internacional e das Nações Unidas. Estudando isto, ele localizou 175 factores para o sucesso, que ele agrupou em 13 categorias, em termos de prioridade, de acordo com o número de respostas semelhantes:<strong><strong><br />
</strong></strong></p>
<ol>
<li>Ambiente de apoio</li>
<li>Planeamento sólido antecipado</li>
<li>Benefícios económicos reais para os membros</li>
<li>Gestão qualificada</li>
<li>Acreditar nos conceitos das cooperativas</li>
<li>Desenvolvimento de base e liderança</li>
<li>Financeiramente auto-sustentável</li>
<li>Inovação e adaptação</li>
<li>Estrutura eficaz e operacional</li>
<li>Trabalho em rede com outras cooperativas</li>
<li>Comunicações</li>
<li>Interesses comuns dos membros</li>
<li>Educação</li>
</ol>
<p>As cooperativas, muito mais do que as corporações, reflectem melhor a vida e os pensamentos dos membros-proprietários. Se os interesses comuns dos membros e os interesses das cooperativas são postos de lado, as cooperativas desaparecem.</p>
<h4>&#8220;Empresas Cooperativas Bem Sucedidas Transformam uma Comunidade através do Estabelecimento da Democracia Económica.&#8221;</h4>
<p>Todos os factores básicos para o sucesso em qualquer negócio também se aplicam às cooperativas, como seria de esperar: tem de haver uma procura real pelo produto; o planeamento tem que ser completo e realista; e a empresa tem de ganhar dinheiro. Há também diferenças claras entre cooperativas de consumidores e de produtores, fazendo com que os factores para o sucesso, também sejam um pouco diferentes. Por exemplo, o apoio difundido da comunidade a uma cooperativa de consumo é essencial, porque sem milhares de clientes regulares terá que fechar. Por outro lado, uma cooperativa que fabrica soluções de automatização, por encomenda, para a indústria, é muito menos dependente do apoio da comunidade. [1]</p>
<h4 dir="ltr">Exemplos de Cooperativas de Pequena Escala em Maleny [2]</h4>
<p dir="ltr">Maleny é uma pequena cidade de 5.000 habitantes situada a 100 quilómetros a norte de Brisbane na Sunshine Coast da Austrália. Vinte cooperativas bem sucedidas funcionam em Maleny, ligando todos os aspectos da vida da comunidade: um banco cooperativo, uma cooperativa de consumo de alimentos, um clube cooperativo, uma cooperativa de artistas, uma cooperativa de trocas sem o uso de dinheiro, uma estação de rádio cooperativa, uma cooperativa de cinema, quatro cooperativas ambientais e vários estabelecimentos cooperativos comunitários.</p>
<h4 dir="ltr">Sistema Bancário Sustentável MCU (“Maleny Credit Union”, União de Crédito de Maleny)</h4>
<p>A União de Crédito Maleny foi iniciada em 1984 com o objectivo de criar uma instituição ética financeira que ajude a autonomia financeira regional, fazendo empréstimos exclusivamente a pessoas e projectos locais. Inicialmente, foi composta por voluntários, que trabalhavam alugando quartos e registavam os depósitos de forma manual num diário. No primeiro dia de operações, a população local depositou mais de 25.000 dólares Americanos.<br />
Hoje, a MCU cresceu para cima de 5.500 membros-proprietários, e 52 milhões de dólares em activos, incluindo o seu próprio edifício. Pessoas de toda a Austrália investem o seu dinheiro com a União de Crédito; cerca de metade dos seus depósitos vêm de fora da comunidade.<br />
As ofertas de serviços da MCU incluem poupança, cheques, empréstimos, cartões de crédito, contas de depósito a prazo, poupança-reforma ética e seguros. Desde a sua criação, a União de Crédito tem feito vários pequenos empréstimos a pessoas locais que teriam sido impedidas de contrair empréstimos em bancos maiores. Estes empréstimos têm ajudado a comprar um terreno, a construir as suas próprias casas, e iniciar mais de 100 novos negócios geradores de empregos. Apesar de algumas dificuldades iniciais, hoje a MCU é extremamente bem sucedida, principalmente porque desenvolveu o equilíbrio certo entre o conhecimento financeiro e o espírito de cooperação. [3]</p>
<h4 dir="ltr">Cooperativas de Consumidores de Alimentos</h4>
<p>Em 1979, um pequeno grupo de pessoas, que queriam alimentos integrais, cultivados e desenvolvidos por agricultores locais, formaram a Maple Street Co-op. Hoje em dia, esta gere uma loja a retalho de comida saudável e orgânica, na rua principal de Maleny, aberta sete dias por semana, com 1.700 membros activos. Possui mais de 40 funcionários e stocks com mais de 4.500 produtos para a saúde. Embora funcione como cooperativa de consumidores, também vende ao público [4].</p>
<p>A primeira prioridade desta cooperativa é fornecer alimentos orgânicos. Concentram-se em alimentos produzidos localmente e, se isso não for possível, produtos que sejam produzidos na Austrália. Recusam-se a armazenar ou a ter algo na sua oferta ao público que contenha material geneticamente modificado, assim como produtos de empresas que consideram ser exploradoras de pessoas ou do meio ambiente. Esta cooperativa actua sobre o princípio do consenso de tomada de decisão.</p>
<p>No início, o trabalho na cooperativa foi voluntário, mas com o crescimento do negócio, o número de trabalhadores assalariados aumentou lentamente. Durante os seus 32 anos de actividade, tem vindo a superar vários obstáculos primordiais. Em diversos momentos da sua existência, a cooperativa lidou com problemas como falta de um plano de negócios viável, gestão de perdas, tomada de decisões de investimento pobres, falta de gestão financeira experiente, e ter gasto bastante tempo a resolver diferenças de opinião entre os seus membros.</p>
<p>Ao aprender com a experiência, a cooperativa desenvolveu gradualmente um sólido plano estratégico e financeiro. Durante a última década, a cooperativa teve lucros. No entanto, está estruturada como uma empresa sem fins lucrativos, deste modo os lucros, ou são reinvestidos para expandir os serviços da cooperativa e desenvolver a sua infra-estrutura, ou são doados para actividades comunitárias.</p>
<p>Em 2006, a Maple Street Co-op, escolheu compartilhar a gestão com o Clube Upfront, uma restaurante cooperativa, com bar e sala de entretenimento situada na loja ao lado. O clube ainda funciona como um &#8220;coração social&#8221; acolhedor e amigável para a população de Maleny. Recebem regularmente noites de cinema, sessões abertas de convívio, exposições de arte, angariação de fundos e noites de jogo, juntamente com uma grande variedade de música ao vivo. Os voluntários ajudam em muitas áreas do Clube, desde lavar pratos, a eventos de planeamento e acções de renovação da propriedade. As duas cooperativas juntas produzem mais de 2 milhões de dólares em fluxo de caixa anual.<strong><strong><br />
</strong></strong></p>
<h4 dir="ltr">Outras Cooperativas em Maleny</h4>
<p>Maleny tem um dos programas do Sistema de Transferência Local de Energia (LETS-Local Energy Transfer System) com maior sucesso da Austrália. Funciona como uma cooperativa sem trocas monetárias, cujos membros comercializam os seus produtos e prestam serviços uns aos outros sem o uso do dinheiro. Em vez disso, usam uma moeda local: o Bunya, assim chamado em lembrança de um fruto local. Isto permite que pessoas com pouco ou nenhum dinheiro participem na economia local. [5]</p>
<p>O Jardim de Infância da Comunidade de Maleny foi construído por um grupo de voluntários da comunidade em 1939. Hoje em dia, ainda funciona nas mesmas instalações, com um belo jardim paisagístico à entrada. O jardim de infância é dirigido por um conselho eleito.</p>
<p>Maleny tem três cooperativas ambientais. A Barung Landcare é uma das centenas de grupos de base comunitária, que cuidam da terra, por toda a Austrália; dirige um viveiro de sucesso, providencia educação ambiental e promove a colheita sustentável de madeira nativa. A Booroobin Bush Magic gere um viveiro para a floresta tropical, enquanto a Green Hills Fund trabalha para reflorestar o interior de Maleny.</p>
<p>Existem quatro cooperativas comunitárias estabelecidas em Maleny, incluindo a vila de permacultura Crystal Waters. A povoação de Crystal Waters aloja 200 residentes em lotes privados com perto de meio-hectar, cada. Dois lotes comunitários, que são propriedade de uma cooperativa de moradores, incluem edifícios para eventos comunitários, pequenas empresas e um mercado mensal. A Comunidade Cooperativa de PROUT tem 10 famílias e usa a metade das suas terras para a Escola Primária River, com mais de 200 alunos em 25 hectares de terra de uma bonita floresta tropical. [6]<strong><strong><br />
</strong></strong></p>
<h4 dir="ltr">A Experiência Cooperativa Venezuelana</h4>
<p>A primeira cooperativa legal na Venezuela foi uma associação de poupanças e empréstimos formada em 1960. Até ao final de 1998, existiam 813 cooperativas inscritas com 230.000 membros. A maioria destas ainda estão activas, fortes e resilientes, pois foram criadas pelos membros sem apoio do governo ou qualquer financiamento. Por exemplo, as Cooperativas de Serviços Sociais do Estado de Lara (Cecosesola), fundadas em 1967, incluem agora cooperativas de consumidores e produtores na área alimentícia que prestam serviços a 60 mil pessoas todas as semanas, de crédito mútuo, clínicas de saúde e uma rede de cooperativas de casas funerárias que é número um na região oeste. [7]</p>
<p>Quando o presidente Hugo Chávez assumiu o cargo no início de 1999, começou a enfatizar as cooperativas, a fim de transformar as propriedades em formas colectivas de posse e gestão como chave para a Revolução Boliveriana. Em 2005 apelou por um &#8220;socialismo do século XXI&#8221;. O seu programa de formação de emprego para desempregados, Missão Vuelvan Caras (&#8220;Voltar a Encarar&#8221;), incluía educação cooperativa e incentivou todos os formandos para formarem uma cooperativa. O registo das cooperativas foi tornado gratuito; foram isentas do imposto de renda; o micro-crédito foi disponibilizado, e foram aprovadas leis orientado o governo a dar preferência às cooperativas na adjudicação de contratos.</p>
<p>O objectivo era transformar uma economia orientada para o lucro capitalista, numa que fosse orientada para o desenvolvimento social endógeno e sustentável, envolvendo aqueles que tinham sido marginalizados ou excluídos. O resultado foi a criação fenomenal de 262.904 cooperativas registadas até ao final de 2008, mas muitas delas nunca se tornaram activas ou colapsaram. O instituto de supervisão de cooperativas nacionais, SUNACOOP, reconheceu como cooperativas em funcionamento cerca de 70.000 [8], número que ainda é o maior total para qualquer país depois da China.</p>
<p>A maioria das cooperativas têm poucos membros sem qualificação. Devido à alta taxa de fracasso entre as cooperativas registadas, em 2005, o presidente mudou a abordagem do governo, de cooperativas para empresas socialistas e aquisições de fábricas pelos trabalhadores. Desta forma, o governo paga os salários, mas mantém a propriedade. PROUT por outro lado, apoia a propriedade pelo trabalhador, bem como a gestão pelos trabalhadores.</p>
<p>O Instituto de Investigação de PROUT da Venezuela (PRIVEN &#8211; PROUT Research Institute of Venezuela) elaborou dois estudos, em 2007, e um acompanhamento em 2010, para entender os problemas e as necessidades das 40 cooperativas do distrito rural de Barlovento, situado a duas horas de carro a leste de Caracas. Mais de 90 por cento da população são afro-venezuelanos, descendentes de ex-escravos, que historicamente sofreram o racismo e a discriminação. O distrito tem altos níveis de pobreza e desemprego, disparidade económica e emigração para as cidades.</p>
<p>O objectivo destes estudos foi diagnosticar os problemas e desafios que o trabalhador de empresas públicas enfrenta.Os resultados mostram que:</p>
<ul>
<li>Três anos após o primeiro estudo, oitenta e cinco por cento das cooperativas ainda estão a funcionar, com pouco apoio do governo ou nenhum.</li>
<li>Aquelas que fecharam, bem como algumas que sobreviveram foram roubadas por gestores de cooperativas corruptos.</li>
<li>Sessenta por cento dos membros das cooperativas não tiveram formação em cooperativas.</li>
<li>A maioria dos trabalhadores acreditam que recebem o mesmo salário ou menos do que se estivessem trabalhando para empresas privadas.</li>
<li>Há pouca intercooperação entre cooperativas, assim como pouco apoio da comunidade de Barlovento.</li>
<li>As cooperativas mais estáveis são aquelas em que os membros providenciaram pelo menos parte do capital inicial.</li>
<li>Claramente, as cooperativas da Venezuela precisam de formação prática e consultores sensíveis às necessidades gerais.</li>
</ul>
<h4 dir="ltr">Directrizes para cooperativas bem sucedidas</h4>
<p>Os sucessos das cooperativas Maleny foram alcançados através de grandes lutas ao longo das duas últimas décadas. Em Maleny os proutistas, em consenso com outros membros dos comités de gestão, elaboraram as directrizes que consideram importantes na construção de empresas cooperativas de sucesso:<strong><strong><br />
</strong></strong></p>
<ul>
<li>Satisfazer a necessidade. As pessoas têm de se unir, a fim de atender a uma necessidade genuína na comunidade. Não importa o quão boa é a ideia, pois se não houver uma necessidade da comunidade, a empresa não terá sucesso.</li>
<li>Estabelecer um grupo de fundadores. Algumas pessoas dedicadas têm de assumir a responsabilidade de levar a ideia inicial até à criação. No entanto, uma pessoa terá de fornecer a liderança.</li>
<li>Comprometer-se com uma visão. Comprometer-se com os ideais e valores implícitos nas empresas cooperativas, e tentar garantir que tanto os membros como a gestão são honestos, dedicados e competentes.</li>
<li>Realizar um estudo de viabilidade. Avaliar objectivamente a percepção da necessidade, e determinar se o empreendimento proposto pode suprimir essa necessidade através da realização de um estudo de viabilidade.</li>
<li>Estabelecer fins claros e objectivos. Os membros de cada empresa devem formular fins claros e objectivos através de consensos. Estes fins e objectivos irão ajudar a dirigir tudo a partir do foco inicial do grupo fundador para estratégias promocionais e processos orçamentais nos próximos anos.</li>
<li>Desenvolver um bom plano de negócios. A empresa vai necessitar de capital, terá de gerir as finanças de forma eficiente, e em algum momento irá ter que tomar decisões efectivas sobre empréstimos, pagamentos e alocação de lucro.</li>
<li>Assegurar o apoio e o envolvimento dos membros. Os membros são proprietários da própria empresa &#8211; a cada passo, o seu apoio e envolvimento são essenciais.</li>
<li>Estabelecer um local. Assegurar instalações operacionais adequadas para a empresa, na melhor localização possível na comunidade.</li>
<li>Obter gestão qualificada. De dentro da comunidade, trazer para a empresa as pessoas que têm as qualificações necessárias nas áreas de gestão, negócios  finanças, sistema judicial e de contabilidade.</li>
<li>Continuar a educação e formação. Idealmente, os membros terão capacidades necessárias, em particular, qualidades de comunicação e desenvolvimento interpessoal necessárias, para executar o empreendimento com sucesso. Caso isso não aconteça, vão ter de desenvolver tais capacidades ou trazer novos membros que as têm.</li>
</ul>
<h4 dir="ltr">Regras de Ouro Estratégicas para uma Comunidade Económica</h4>
<ul>
<li>Comece em pequena escala, com as competências e os recursos disponíveis na comunidade.</li>
<li>Faça uso de modelos de referência, sempre que possível, aqueles com experiência no desenvolvimento da comunidade.</li>
<li>Verifique se a empresa envolve tantas pessoas quanto possível.</li>
</ul>
<h4 dir="ltr">Benefícios à comunidade</h4>
<p>Empresas cooperativas beneficiam uma comunidade de muitas maneiras. Juntam as pessoas, incentivam-nas a usar as suas capacidades e talentos, e proporcionam-lhes uma oportunidade de desenvolver novas capacidades. Fortalecem a comunidade, criando um sentimento de pertença, promovendo relações estreitas entre os diferentes tipos de pessoas, e capacitam-nas para tomar decisões para o desenvolvimento de sua comunidade.</p>
<p>Tudo isto fomenta o espírito de comunidade. Trabalhando em conjunto, a comunidade é capaz de realizar muito mais do que quando os indivíduos seguem caminhos separados.</p>
<p>A nível económico, as cooperativas promovem auto-suficiência económica regional e independência de controlo externo, capacitando as pessoas locais. Criam emprego, fazem circular o dinheiro dentro da comunidade, e oferecem uma ampla gama de bens e serviços. Como as empresas cooperativas são de propriedade dos próprios membros, os lucros permanecem na região local. Deste modo, aumentam a riqueza e constroem a força da comunidade.</p>
<p>Em essência, empresas cooperativas de sucesso transformam uma comunidade através do estabelecimento de democracia económica. Uma empresa cooperativa é o sistema sócio-económico do futuro. Com o capitalismo global terminalmente doente, o desenvolvimento de cooperativas como alternativas independentes faz todo o sentido. Em Mondragón, em Maleny, e na Venezuela, esse futuro está agora a ser revelado.<strong><strong><br />
</strong></strong></p>
<h5 dir="ltr">Notas</h5>
<p>1 O artigo completo e a base de dados estão disponíveis em: http://priven.org/publications/<br />
2 Veja Jake Karlyle, &#8220;Maleny Cooperatives&#8221;. New Renaissance , Volume 12, No 2 (Winter, 2003-4), e o excelente documentário de Alister Multimedia, &#8220;Creating Prosperous Communities: Small-Scale Cooperative Enterprises in Maleny&#8221; http://alistermultimedia.nhlf.org/creating-prosperous-communities/<br />
3 http://www.malenycu.com.au<br />
4 http://www.maplestreetco-op.com<br />
5 http://www.lets.org.au/qlets.html<br />
6 http://www.amriverschool.org.<br />
7 Carla Ferreira, &#8220;A cooperative where there are no positions, only tasks to be done: Cecosesola, Venezuela&#8221;. http://priven.org/262/<br />
8 Dario Azzellini, &#8220;Venezuela’s Solidarity Economy: Collective Ownership, Expropriation and Workers Self-Management.” WorkingUSA: The Journal of Labor and Society. Volume 12, Issue 2, junho de 2009, pp 171-191.</p>
<p><strong>Extraído de:</strong> Após o Capitalismo: Democracia Económica em Acção  por Dada Maheshvarananda (Puerto Rico: InnerWorld Publications, 2012): <a href="http://www.aftercapitalism.org/"> www.aftercapitalism.org</a></p>
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		<item>
		<title>PROUT &#8211; Um modelo sócio-económico com características únicas</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Oct 2012 08:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[prout]]></category>

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		<description><![CDATA[A Teoria de Utilização Progressiva (PROUT) é uma filosofia política visionária que oferece um novo paradigma de desenvolvimento, baseado nas seguintes características. PROUT é abrangente, cobrindo todas as facetas de uma filosofia política, incluindo: base de valores, teoria da história, sistema político, sistema económico, filosofia ecológica, conceitos sociais e culturais, visão para o futuro e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><strong><img class="alignright size-full wp-image-804" title="proutlogopt" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/10/proutlogopt.png" alt="" width="150" height="125" />A Teoria de Utilização Progressiva (PROUT) é uma filosofia política visionária que oferece um novo paradigma de desenvolvimento, baseado nas seguintes características.</strong></strong></p>
<ul>
<li>PROUT é abrangente, cobrindo todas as facetas de uma filosofia política, incluindo: base de valores, teoria da história, sistema político, sistema económico, filosofia ecológica, conceitos sociais e culturais, visão para o futuro e metodologia para uma mudança.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT sintetiza num quadro teórico uma série ampla de ideias progressistas, tais como: cooperativas, democracia económica, biorregionalismo, descentralização económica, justiça social, protecção ambiental, garantia das necessidades básicas, equidade social, governo mundial, comércio justo, direitos das espécies, valores espirituais, paz mundial, autonomia cultural e desenvolvimento sustentável.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT é uma alternativa viável às filosofias políticas baseadas no materialismo: anarquismo, comunismo e capitalismo. Parte de uma nova perspectiva, pós-materialista, para o mundo, dando origem a uma visão holística, profundamente diferente dos paradigmas políticos actualmente existentes.</li>
</ul>
<ul>
<li>Os valores de PROUT estão enraizados na cosmologia holística encontrada em lugares tão diversos como as eternas filosofias de sabedoria ancestral, a espiritualidade dos povos indígenas, a ecologia e as implicações filosóficas da física quântica e da cosmologia moderna.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT é compatível com uma mudança emergente na consciência planetária que sintetiza as forças do Ocidente, Oriente, indígenas e das contribuições científicas holísticas para o conhecimento humano.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT é projectado para servir a totalidade da natureza humana: física, mental e espiritual. Não negligencia ou suprime o desenvolvimento de qualquer faceta da natureza do ser humano, pelo contrário, promove a sua expressão equilibrada e integrada.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT  não privilegia o desenvolvimento material acima do desenvolvimento espiritual, nem o desenvolvimento espiritual acima do desenvolvimento material, mas reconhece as suas contribuições interdependentes para alimentar uma sociedade humana saudável, equilibrada e satisfeita.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT afirma que as doutrinas e as políticas devem derivar e ser validadas pela prática; e que as políticas do presente devem ser proactivas na resposta às mudanças das condições sociais e económicas.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT expande o conceito do humanismo para além da preocupação com o bem-estar e realização humanos para um novo humanismo que tem em conta o bem-estar de todos os seres vivos. O Neo-humanismo afirma que o bem-estar dos indivíduos, grupos e espécies não pode ser separado do bem estar global.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT reconceptualiza a ideia de progresso, de um modelo baseado na mudança material e tecnológica, para um assente na melhoria do bem-estar global dos seres humanos. O progresso é melhor medido, ao nível material, por um aumento na qualidade de vida das pessoas; ao nível mental, pela expansão da consciência neo-humanista; e ao nível espiritual, pelo crescimento do amor, da paznterior e da disposição cósmica.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT oferece um enquadramento prático para a realização de ideais sociais fundamentais, tais como a democracia económica, a equidade social, a paz mundial e a proteção ecológica.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT não é uma reacção a problemas sociais, é um esforço positivo para imaginar e construir uma sociedade humana saudável, viável e sustentável. Não resulta de uma crítica das actuais realidades globais, mas começa a partir das sementes da vida e das necessidades dos seres humanos para encontrar uma satisfação holística.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT não coloca os interesses colectivos acima dos interesses individuais, nem os interesses individuais acima dos interesses colectivos, mas concebe os interesses individuais e colectivos como estando inerentemente interligados. O bem-estar dos indivíduos reside no desenvolvimento do colectivo, e o bem-estar colectivo reside no desenvolvimento dos indivíduos.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT afirma que a libertação da sociedade só pode surgir a partir da consciência liberta dos indivíduos. Por isso, não dá primazia à mudança política, mas destaca a mudança cultural, a educação adequada do intelecto humano, o desenvolvimento moral, e o crescimento espiritual. Mais do que pela influência dos interesses partidários, a mudança do poder político deve ser conduzida por uma mudança de consciência colectiva.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT propõe mudanças fundamentais na localização do poder. Assim, a localização dos poderes económico, social e cultural deverá ser transferida das corporações transnacionais e estados-nação para os níveis local e regional, e a localização dos poderes político e militar deverá ser retirada dos estados-nação e investida numa confederação mundial.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT rejeita o lucro como o motivo principal para a actividade económica. Embora o lucro seja uma consideração práctica importante na forma como as empresas operam, não deve suplantar em importância preocupações como as necessidades do consumidor, o bem-estar da comunidade, a sustentabilidade dos recursos, a saúde ambiental, a equidade social e a satisfação do trabalhador.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT não pode ser caracterizado como conservador ou liberal, nem pode ser chamado libertário, socialista ou anarquista. Surge a partir da sua base de valores próprios, transcende o espectro político de esquerda-direita, e reconhece os pontos fortes de muitas filosofias sociais.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT concebe uma profunda sustentabilidade baseada na manutenção do equilíbrio em todos os níveis do desenvolvimento material, mental e espiritual da sociedade.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT modela a forma como a Natureza funciona. Aqueles com conhecimento dos processos da ciência ecológica, da teoria da complexidade, da teoria de sistemas, ou das implicações filosóficas da física quântica vão experienciar uma familiaridade com os seus valores, princípios e estrutura operacional.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT não exige nem um mercado livre, nem uma economia de comando, mas uma economia de mercado regulada e planeada. PROUT não apoia o controle das empresas por grandes corporações ou pelo Estado, mas por cooperativas, pequenos empreendedores privados, e &#8211; no caso de indústrias-chave &#8211; por conselhos públicos.</li>
</ul>
<ul>
<li>PROUT defende o relativismo do pós-modernismo em relação ao mundo fenomenológico, mas rejeita a noção de que não há uma base para os valores universais; PROUT afirma que uma base de valores sã e durável reside na razão transcendental da existência material.</li>
</ul>
<p>(tradução do original em <a href="http://occupylosangeles.org/?q=node%2F281&amp;page=31" target="_blank">www.occupylosangeles.com</a>)</p>
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		<title>Feira Alternativa 2012 acolhe actividades de PROUTugal</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Sep 2012 20:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Miguel Dantas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante os dias 14, 15 e 16 de Setembro vai realizar-se mais uma Feira Alternativa no Estádio do Inatel 1º de Maio. Esta iniciativa vai contar, mais uma vez, com a participação do Movimento PROUTugal em várias acções, tais como, um “Peddy-Paper”, a palestra “Globalizar a Humanidade, Localizar a Economia”, um “The World Picnic” e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/09/logoflis.jpeg"><img class="alignleft  wp-image-779" title="logoflis" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/09/logoflis-150x150.jpeg" alt="" width="128" height="128" /></a>Durante os dias 14, 15 e 16 de Setembro vai realizar-se mais uma Feira Alternativa no Estádio do Inatel 1º de Maio. Esta iniciativa vai contar, mais uma vez, com a participação do Movimento PROUTugal em várias acções, tais como, um “Peddy-Paper”, a palestra “Globalizar a Humanidade, Localizar a Economia”, um “The World Picnic” e o “Estafeta de Ideias”, que vai permitir uma participação extensiva do público através da circulação de panfletos com ideias.</p>
<p dir="ltr"><strong>Programa detalhado de PROUTugal na <a href="http://terraalternativa.com/ta2012/">Feira Alternativa &#8211; Festival da Terra 2012</a></strong>:</p>
<ul>
<li>
<p dir="ltr"><a title="Pré-inscrição" href="http://www.proutugal.org/ai1ec_event/feira-alternativa-2012-festival-da-terra/?instance_id=" target="_blank"><strong>Peddy-Paper</strong></a> – uma maneira divertida de inaugurar a representação do Movimento na Feira, tendo início às 14h de Sábado na banca de PROUTugal no espaço SPOT, com uma duração prevista de 1h30m.</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr"><strong>Palestra</strong> &#8211; <strong>Apresentação Interactiva “Globalizar a Humanidade, Localizar a Economia”</strong> – irá centrar-se nos problemas sócio-económicos actuais e nas soluções à luz de PROUT e vai acontecer no Auditório às 17h de Sábado, com uma duração prevista de 25min.</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr"><a title="Pré-inscrição" href="http://www.proutugal.org/ai1ec_event/feira-alternativa-2012-festival-da-terra/?instance_id=" target="_blank"><strong>World Picnic</strong></a> – um piquenique cheio de ideias inspirado no “The World Cafe”, onde o principal objectivo é estimular diálogos relevantes em ambientes específicos. Vai ter início às 11h de domingo, com uma duração prevista de 1h30m.</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr"><strong>Estafeta de Ideias</strong> – é uma actividade contínua durante todo o período de duração da Feira que consiste na entrega mútua de panfletos entre os participantes, permitindo assim, ao público dar voz a novas ideias, propostas, sugestões, perguntas ou problemas.</p>
</li>
</ul>
<p dir="ltr">A Feira da Terra Alternativa é a maior do país que mostra os caminhos sustentáveis para um futuro possível. A edição deste ano vai concentrar a sua atenção nas novas propostas de sustentabilidade que vão surgindo, entre elas a de PROUTugal.</p>
<div style="text-align: left;">Para se pré-inscrever nas actividades clique <a title="Pré-inscrição" href="http://www.proutugal.org/ai1ec_event/feira-alternativa-2012-festival-da-terra/?instance_id=" target="_blank">aqui</a>.</div>
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		<title>Agora é colocar mãos à obra!</title>
		<link>http://www.proutugal.org/2012/04/agora-e-colocar-maos-a-obra/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 01:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Miguel Dantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[conferencia]]></category>
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		<description><![CDATA[A Conferência (R)Evolucionar Portugal, realizada nos dias 15 e 16 de Março em Lisboa, contou com a participação de cerca 170 pessoas, todas elas empenhadas em construir um Mundo mais justo e sustentável. Nesta conferência foram apresentados vários projectos de comunidades e aos participantes foram lançados desafios que proporcionaram um ambiente transformador, cheio de dinâmica, partilha [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A <a title="Um Novo Mundo é Possível" href="http://www.r-evolucionar.eu/" target="_blank">Conferência (R)Evolucionar Portugal</a>, realizada nos dias 15 e 16 de Março em Lisboa,<br />
contou com a participação de cerca 170 pessoas, todas elas empenhadas em construir um<br />
Mundo mais justo e sustentável. Nesta conferência foram apresentados vários projectos<br />
de comunidades e aos participantes foram lançados desafios que proporcionaram um<br />
ambiente transformador, cheio de dinâmica, partilha de sonhos e convívio. No último painel<br />
da conferência realizou-se um Espaço Aberto que permitiu a criação de grupos de trabalho<br />
com ideias e projectos muito interessantes.</p>
<p><a href="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/04/484573_318858464841045_142847405775486_871794_1392958317_n.jpeg"><img class="size-medium wp-image-710 alignright" title="484573_318858464841045_142847405775486_871794_1392958317_n" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/04/484573_318858464841045_142847405775486_871794_1392958317_n-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Para dar continuidade a estes projectos desafiamos agora os autores a continuarem o seu desenvolvimento e dinamização através de encontros presenciais, skype, ou outros meios que facilitem a troca de ideias, ou, ainda, propor novos temas.</p>
<p>A organização criou uma wiki disponível para todos de maneira a facilitar este trabalho e incentivar a criatividade. Nela podem encontrar todos os temas apresentados no último painel da conferência e as actas dos mesmos. Caso queiram acrescentar novos temas, actas, corrigir ou completar o texto existente é só seguirem as instruções. Podem igualmente contribuir para qualquer tema e rodar por todos os projectos. Novos participantes nos diferentes projectos são sempre bem-vindos!</p>
<p>Os vários temas e projectos podem ser trabalhados até dia 31 de Maio. Posteriormente, e de 28 a 31 de Maio, vai ser possível submeter os resumos dos projectos desenvolvidos, que podem ter até 200 palavras, e que se enquadrem nas respectivas temáticas. Os projectos<br />
aceites vão ser apresentados no novo evento &#8220;(R)Evolução em Acção&#8221; que se vai realizar dia 30 de Junho<br />
(sábado) em local a indicar.</p>
<p><a href="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/04/466166_10150603239489397_631659396_8897128_1490131337_o.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-715" title="466166_10150603239489397_631659396_8897128_1490131337_o" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/04/466166_10150603239489397_631659396_8897128_1490131337_o-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Este evento pretende promover a partilha de projectos estimulantes, estreitar laços entre os<br />
vários participantes e permitir que os grupos de trabalho possam definir linhas de acção a ser<br />
implementadas imediatamente a seguir.</p>
<p>Datas importantes</p>
<p>28 a 31 de Maio: Envio dos resumos dos projectos para: resumos@r-evolucionar.eu</p>
<p>5 de Junho: Comunicação da aceitação dos projectos através de email</p>
<p>30 de Junho: Evento “(R)Evolução em Acção”</p>
<p>Juntos vamos (R)Evolucionar Portugal, porque um novo mundo é possível!</p>
<p>Mais informações em: http://www.r-evolucionar.eu/maos-a-obra-ate-junho/</p>
<p style="text-align: right;">Patrícia Dantas</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Conferência (R)Evolucionar Portugal &#8211; Um Novo Mundo é Possível &#8211; 15 e 16 de Março 2012</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 13:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Miguel Dantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[conferencia]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[revolucionar]]></category>

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		<description><![CDATA[O Movimento PROUTugal conjuntamente com a AMURT organizam a Conferência (R)Evolucionar Portugal, a acontecer nos dias 15 e 16 de Março e convidam todos os interessados a assistir à mesma. A conferência pretende constituir uma oportunidade de reflexão com a participação de especialistas de várias áreas de conhecimento nos campos das ciências, da tecnologia e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Movimento PROUTugal conjuntamente com a <a title="AMURT Portugal - Associação de Apoio Social e Humanitário" href="http://www.amurt.pt/" target="_blank">AMURT</a> organizam a <a title="Um Novo Mundo é Possível" href="http://www.r-evolucionar.eu/" target="_blank">Conferência (R)Evolucionar Portugal</a>, a acontecer nos dias 15 e 16 de Março e convidam todos os interessados a assistir à mesma.</p>
<p>A conferência pretende constituir uma oportunidade de reflexão com a participação de especialistas de várias áreas de conhecimento nos campos das ciências, da tecnologia e das humanidades, que confluam na temática da (R)Evolução de Portugal e do Mundo, em diferentes domínios da realidade – educação e cidadania, democracia e participação cívica, sócio-economia, cooperativismo, políticas sociais e ambiente.</p>
<blockquote><p>A entrada na conferência será totalmente grátis de forma a possibilitar a participação de diferentes estratos sociais da comunidade, e promover a sua participação activa em questões prementes a nível mundial, sendo no entanto, necessária <a title="O número de participantes na conferência é limitado" href="http://www.r-evolucionar.eu/inscricao/" target="_blank">inscrição on-line</a>.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/01/Slide3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-705" title="Slide3" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2012/01/Slide3-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a>Nos diferentes painéis que constituem a conferencia existem um ou dois oradores convidados pela organização, encontrando-se aberta a submissão de comunicações para oradores que desejem participar na conferência. Para mais informações acerca da submissão de candidaturas, consultar a página de <a title="Submissão de Comunicações" href="http://www.r-evolucionar.eu/submissao-de-comunicacoes/" target="_blank">submissão de comunicações</a>.</p>
<p>Sejam Bem-Vindos!</p>
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		<title>2012 &#8211; Ano Internacional das Cooperativas</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 21:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Miguel Dantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[cooperativas]]></category>
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		<category><![CDATA[desenvolvimento sócio-económico]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
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		<category><![CDATA[onu]]></category>
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		<description><![CDATA[A Assembleia Geral da ONU declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, destacando a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento sócio-económico, em particular o seu impacto na redução da pobreza, criação de emprego e integração social. Com o tema &#8220;Empresas Cooperativas Constroem um Mundo Melhor&#8221;, o Ano Internacional das Cooperativas tem três objectivos principais:  Aumentar a consciência: Aumentar a consciência pública sobre as cooperativas e suas contribuições para o desenvolvimento sócio-económico e para a realização dos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2011/11/7p.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-649" title="7p" src="http://www.proutugal.org/wp-content/uploads/2011/11/7p.jpg" alt="" width="126" height="126" /></a>A Assembleia Geral da ONU declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, destacando a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento sócio-económico, em particular o seu impacto na redução da pobreza, criação de emprego e integração social.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o tema &#8220;Empresas Cooperativas <wbr>Constroem um Mundo Melhor&#8221;, o Ano Internacional das Cooperativas tem três objectivos principais:</wbr></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li> Aumentar a consciência:</li>
<ul>
<li>Aumentar a consciência pública sobre as cooperativas e suas contribuições para o desenvolvimento sócio-económico e para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio;</li>
</ul>
<li>Promover o crescimento:</li>
<ul>
<li>Promover a formação e o crescimento de cooperativas entre os indivíduos e instituições para ir de encontro às necessidades sócio-económicas comuns;</li>
</ul>
<li>Estabelecer políticas adequadas:</li>
<ul>
<li>Encorajar os governos e órgãos reguladores para estabelecer políticas, leis e regulamentação favoráveis à formação de cooperativas e seu crescimento.</li>
</ul>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Através da sensibilização sobre as cooperativas, o Ano vai ajudar a incentivar o apoio e o desenvolvimento de empresas cooperativas por indivíduos e suas comunidades.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crise terminal do capitalismo</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 11:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Miguel Dantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[capital]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[prout]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o génio do capitalismo de sempre a adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação. A primeira é a seguinte: a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o génio do capitalismo de sempre a adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.</p>
<p>A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu subtil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhe foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.</p>
<p>A natureza, efectivamente, se encontra sob grave stress, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.</p>
<p>O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural.</p>
<p>Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, nem sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugal 12% no país e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas, mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.</p>
<p>A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão económica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaças por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente.</p>
<blockquote><p>Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada a não ser mais dinheiro para seus rentistas.</p></blockquote>
<p>Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao stress profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.</p>
<p>As ruas de vários países europeus e árabes, os &#8220;indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestações de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhóis gritam: &#8220;não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumos-sacerdotes do capital globalizado e explorador.</p>
<p>Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da super-exploração de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema económico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.</p>
<p>Leonardo Boff</p>
<p>Teólogo, filósofo e escritor</p>
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